Construída no antigo morro do Encanto em 1918. Foi em 18 de abril que efetuou a compra do terreno. Foi desenhada e planejada por Alberto Santos Dumont com ajuda do engenheiro Eduardo Pederneiras para servir de residência de verão; e devido a sua localização foi carinhosamente apelidada de “A Encantada”.
A Encantada revela muito da personalidade de Santos Dumont. Uma ampla sala servia-lhe ao mesmo tempo, de biblioteca, escritório; no pavimento inferior, sua oficina e laboratório, na parte de cima, banheiro e quarto de dormir. No terraço, encravado na cobertuura de folhas de flandres, o observatório onde passava horas observando os astros. O prédio é um chalé do tipo alpino francês.
Uma curiosidade da casa é que não tinha cozinha e todas as refeições vinham do Palace Hotel, atual prédio da Universidade Católica de Petrópolis, junto ao Relógio de Flores.
Chama a atenção do visitante a escada recortada em forma de raquete, o que obriga o mesmo a sempre começá-la com o pé direito.
Foi lá que escreveu seu segundo livro , o auto biográfico " O que eu vi. O que nós veremos."
Seus sobrinhos e únicos herdeiros resolvem então doar a "Encantada" à Prefeitura de Petrópolis, para que nela fosse instalada uma instituição que perpetuasse a memória do inventor.
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